quando comparada ao que ouvimos nas muitas redações do Brasil.

Uma marca de William Bonner, não podemos negar, é o jeito sereno com que conduz um telejornal. Observemos que ele continua firme e forte, sem sinais de que irá ser substituído no Jornal Nacional. Basta compararmos sua trajetória à de Boris Casoy.

Por isso, ao vê-lo chamar o telespectador médio de Homer Simpson, aviso-lhes que foi uma adjetivação bem leve se compararmos ao que nós jornalistas ouvimos em outros lugares. Podemos até criticar o critério com o qual ele escolhe pautas para o Jornal Nacional, mas garanto que Homer é a mais suave das adjetivações pelas quais leitores, ouvintes e telespectadores podem ser chamados.

Por que falo isso? Um amigo meu conta que já ouviu chamaram abertamente o leitor de “mongo” em um de seus ex-empregos. Isso mesmo, a corruptela de “mongolóide”, cujo significado dispensa comentários. Fora o incrível preconceito embutido para com os portadores de Síndrome de Down, quem proferiu tal ofensa ao leitor mostrou deliberadamente que por aquelas bandas faz-se de tudo, menos jornalismo. E garanto que é um meio escrito dos mais desinteressantes da atualidade.

Para certas redações, este é um casal tipicamente brasileiro

Já outro amigo lembra do tempo em que ouvia uma editora, funcionária de uma das maiores empresas de comunicação sem sede em capital, chamar as leitoras da publicação de “marmotas”. Agora vai uma explicação: a marmota é um roedor que não faz grande esforço para comer, pois seu alimento está em volta da toca (grama). Durante o inverno hiberna e é presa relativamente fácil para aves de rapina. Elas são animais sociais e à menor ameaça, dão um grito agudo.

T�pica leitora de publicação feminina, segundo a opinião de uma editora de publicação dirigida a esse público

Aliás, é com as femininas que me preocupo mais. Será que a leitora média de uma publicação aceita assim tão passivamente matérias com nítido viés fútil? E as 500 mil dicas para levar o homem à loucura? Quantos litros de silicone botou em cada uma das “tcholas”? Quantas será que já morreram de botulismo de tanto aplicar a tal toxina da bactéria que causa tal doença, com o objetivo de deixar a testa esticada? Dizem que a leitora quer se ver como esse tipo de mulher, mas será mesmo que não há outras preocupações, como mercado de trabalho, criação dos filhos, doenças específicas, entre outras? Segue um link que pode fazer as caras leitoras pensarem se não estão sendo submetidas a lavagem cerebral a cada 30 dias.

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