Abro aqui uma série que pretende mostrar algumas características típicas de meios de comunicação que subestimam o leitor. São pequenas dicas que de alguma forma, podem ajudá-los a identificar características. Sendo espaço democrático, obviamente contribuições são bem vindas.

O excesso de artigos é uma característica textual que denuncia bastante um veículo de comunicação que subestima a capacidade de seus leitores. Um exemplo simples: em vez de “pão e vinho”, teríamos “o pão e o vinho”, isso em trechos de texto em que os dois artigos seriam perfeitamente dispensáveis.

Outro exemplo simples é o que chamaria de apostismo, ou uso de apostos inúteis em doses cavalares. Algo como “fulano de tal foi fazer tal coisa em Tóquio, no Japão”, como se fosse mesmo preciso dizer que Tóquio fica lá. Claro que se houver outra Tóquio, essa é que terá de ser diferenciada, assim como se diferencia a Nova Iorque nordestina da homônima americana. O apostismo também pode se manifestar em outras situações, como querer explicar o que muitas vezes explica-se por si só, bastando apenas um pouco de atenção do leitor. Como os meios de comunicação não têm como controlar seu tipo de leitor (salvo publicações de circulação muito restrita, e ainda assim lembrando que o leitor restrito pode perfeitamente desrestringi-la ao levar para casa e ela ser lida por parentes e amigos), é pretensão demais achar que se é possuidor de todo o conhecimento do mundo e que a outra ponta é completamente desprovida de um determinado entendimento mínimo.

Aos parcos leitores deste blog, sintam-se à vontade para falar de outras modalidades textuais que denunciam que o meio subestima a capacidade de seus leitores.

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