Minha terra tem palmeiras, (buritis? Babaçus? Coqueiros? Açaís? Precisamos especificar para o leitor)
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
(rebuscado demais. Gorjeiam? Nosso leitor não sabe o que é isso)
Não gorjeiam como lá. (favor especificar onde é “minha terra” e onde é “lá”)

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(quem te falou isso tudo? Cuidado para não ficar comprando as versões alheias. Depois pega um picareta por aí e dá uma barriga)

Em cismar, sozinho, à noite, (trocar por “cismando”. Essa construção está muito de português de Portugal)
Mais prazer encontro eu lá; (mais uma vez, falta especificar onde é “lá”) 
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(sabiá-laranjeira, sabiá-una, sabiá-pardo, sabiá-branco ou sabiá-coleira? Favor verificar também se sabiás têm por hábito se refugiarem em palmeiras. Acho que eles preferem árvores normais)

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
(mais uma vez, favor definir “minha terra” e “cá”)
Em cismar — sozinho, à noite — (fale para você mesmo: não vou usar construções frasais lusitanas)
Mais prazer encontro eu lá; (e onde é “lá” onde encontra mais prazer? Um puteiro? Especifique)
Minha terra tem palmeiras, (especificar onde é “minha terra”. Nosso leitor não sabe)
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, (a publicação postula pelo laico e o mercado livre. Favor eliminar “Deus”)
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
(Rebuscado demais. Favor simplificar para ficar mais inteligível ao leitor)
Sem qu’inda aviste as palmeiras, (qu’inda? Agora você se superou. Pega esse texto e some da minha frente!)
Onde canta o Sabiá.”

Mais uma versão ligeiramente (e só ligeiramente mesmo) exagerada do que poderia acontecer em muitas redações brasileiras. Textos jornalísticos usam formato de prosa, mas ultimamente, até essa encontra-se engessada.

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