– bebês nasceriam imediatamente após a concepção, afinal o mais importante precisa estar já nas primeiras linhas

– uai não seria uai, uai, mas sim “onomatopéia normalmente falada por mineiros”

– todos os lusófonos do mundo iam falar da mesma maneira, independente se português com forte sotaque, timorense ou angolano. E, claro, todos falando como um paulista ou um carioca

– os governos não iriam criar novas leis, pois o povo não as entenderia

– conquistas como o fim da escravidão não existiriam, pois diriam que os escravos não se interessam por esse assunto e querem saber, isso sim, de qual a melhor enxada que devem usar

– não existiriam humoristas e trocadilhos, pois como quem ouve e vê não entende…

– você ligaria para o serviço de atendimento ao consumidor de uma empresa, eles te tratariam como idiota e você acharia isso plenamente normal…

– filmes de Hitchcock jamais existiriam, uma vez que, como sabemos, toda a informação principal tem de ser dada logo no começo…

– Tony Shalhoub estaria hoje passando o pires, pois Monk revelaria em seu primeiro bloco como o suspeito do dia matou sua vítima e obviamente geraria um desinteresse daqueles pela série…

– Graham Bell nunca inventaria o telefone, pois não era isso que o público queria…

– O mesmo aconteceria com Gutemberg. Porém, neste caso, não existiria a imprensa brasileira que tanto ama dizer que o leitor não sabe, não entende, precisa ser explicado até mesmo em coisas simples, como inspirar e expirar o ar, pois caso não saiba isso, morre de asfixia ou envenenamento por dióxido de carbono…

Anúncios