Esta é mais perceptível ao jornalista, mas também pode ser notada pelo leitor ao se deparar com um texto que não feda nem cheire pelo simples fato de não feder e nem cheirar: às vezes entrevistamos uma fonte que costuma falar ditos ou expressões bastante populares, muitas vezes já com grande poder de síntese embutido e que poupam uns preciosos caracteres do espaço tão exíguo dado para se escrever.

Porém, eis que vemos o editor chiar com tal tipo de texto e substituir tal expressão por algo bem mais comprido e que nem de longe terá o mesmo poder de síntese. E esse algo comprido, é claro, sem usar metáfora alguma e talvez sem explicar como explicaria aquela singela expressão. E nessa, vai-se por água abaixo a exatidão da declaração da fonte e o respeito à verdade dos fatos, fora o respeito pela maneira como a pessoa estrutura seus pensamentos.

E o motivo disso? Claro, o leitor não entende essas expressões populares, o conteúdo da expressão pode ser ofensivo a certas culturas e crenças e por aí vai. E você acaba recebendo em sua casa um veículo de comunicação igual a tantos outros por aí.

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