Este foi um ocorrido relatado por Domingos Meirelles no I Salão Nacional do Jornalista Escritor. Eis que ele estava no Sul (se não me engano no RS) e pára o carro para abastecer. O frentista logo começa a conversar com ele:

Frentista: Domingos, você vai lançar um livro?

Domingos: Vou.

Frentista: É sobre o tenentismo, como o anterior?

Domingos: Sim.

Frentista: Eu li A Noite das Grandes Fogueiras e adorei. Vou pedir para o dono do posto ir ao shopping e comprar um para mim. Você dá um pulo aqui para autografar?

Domingos: Que é isso? Eu tenho exemplar desse livro aqui no carro. Já te dou um.

O mesmo Domingos Meirelles conta outro episódio ocorrido com ele, mas desta vez no hotel Eldorado, aqui em São Paulo. Eis que uma hora alguém todo maltrapilho entra em seu quarto para fazer o serviço. Obviamente, o hoje apresentador do Linha Direta se surpreende, pois no Eldorado, a regra é que os funcionários que atendem os quartos estejam impecavelmente vestidos.

Funcionário: Domingos, eu li seu livro, A Noite das Grandes Fogueiras, duas vezes.

Domingos: Comprou?

Funcionário: Não, mas li duas vezes lá na biblioteca da Vila Mariana.

E mais uma vez, lá foi Domingos presentear o cara em questão, que provavelmente ganhava salário mínimo, com um exemplar autografado. E como o próprio já disse, você encontra leitores onde menos espera. Ué, mas não seriam esses perfeitamente enquadráveis como “o leitor” e, portanto, capazes de achar que Jubiabá é sabor de sorvete (extraído livremente do MAD)?

Anúncios