Como já disse em outra ocasião, muitas vezes o jornalista cria uma imagem de leitor em sua cabeça por causa de uma meia-dúzia de manés que mandam carta de monte ou dos trolls de plantão. E é essa imagem distorcida que acaba virando regra nas redações que tratam o leitor como mentecapto.

Porém, se há uma idéia que me agrada é a de conselhos de leitores, como a Info (outrora Info Exame) faz. É algo com assento rotativo, de maneira a não criar vícios na redação. E também uma forma de manter o leitor mais próximo do jornalista.

Um conselho de leitores talvez funcionasse bem mesmo em publicações não-especializadas. Teriam de ser leitores de alguma relevância e, claro, não-idiotas. Em uma base de milhares, é fácil achá-los.

É sempre preciso levar em conta a diversidade de leitores, para que não fique aquele lance de falar propositadamente para sempre o mesmo tipinho de pessoa e querer achar que aqueles são todos seus leitores. Mesmo aqueles colhidos para o conselho não representam exatamente o todo do universo de leitores inteligentes.

Também não saberei se algo assim se aplicaria à internet, ainda mais pensando que esta qualquer um lê. Creio que, a exemplo da Info, aplique-se muito bem a publicações especializadas, pois essas muitas vezes são as que mais sofrem pressões para largarem caminhos que estavam bons, principalmente quando a tal pequena porcentagem de leitores burros que escrevem muito está na ativa. Em outros meios, também encontraria serventia, mas desde que fosse pensado muito sobre como se inseriria.

E você, o que acha?

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