Obviamente, ninguém aqui nega a necessidade das pesquisas para saber o perfil médio de quem lê determinado meio. Porém, o que registram se não uma média? E a média obrigatoriamente significa algo que deva ser seguido a ferro e fogo? Obviamente não.

A estatística é apenas uma orientação. Ela não abrange em seus números a realidade de ninguém em especial. Portanto, sendo ninguém em especial, não há como se querer que seja alguém, e muito menos o misterioso leitor. O leitor sou eu, é você, é cada um que lê este e outros textos.

Claro que não há como se saber quem é cada um que lê, mas também não dá para se presumir que sejam, sem exceção, incapazes e que não se interessem por este ou aquele assunto. Portanto, muito limitado fica o jornalista por não ter como saber o que quem o lerá quer exatamente.

Portanto, querer achar algo pela estatística é meio que presunçoso. O leitor não quer saber desse assunto? Por quê? Quem falou isso? A estatística? Mas a estatística é tão rainha assim? Claro que não. Será mesmo que quem disse tal coisa foi alguém que acha que outro alguém não vai querer tal coisa? E por que esse alguém acha isso? Será que possui subsídios tão consistentes para essa conclusão? Estatística não é uma prova tão firme assim.

Tanto a estatística não é absoluta em suas conclusões que muitos dos maiores fracassos da história da indústria foram feitos inteiramente de acordo com o que os estudos diziam ser o quente para aquele público naquele momento. O mesmo vale para o jornalismo. É só ver quantas publicações foram para o vinagre mesmo estando de acordo com o que dizia o estudo.

E cada vez mais, vemos a internet provar isso. Coisas que jamais passariam da porta do prédio vão ganhando espaço. Disseram uma vez que o brasileiro não se interessa por times e jogos de divisões inferiores. Criaram os Jogos Perdidos, que inclusive já foi quadro do programa do Vanucci na RedeTV! e hoje tem programa fixo no canal virtual ClicTV.

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