Como já se falou aqui em outra ocasião, há horas em que impor ao brasileiro a maneira americana de se referir às pessoas pelo sobrenome acaba gerando problemas, como ocorre neste texto sobre a Mega-Sena:

 Concurso 898 da Mega Sena: advogado é preso em SC

A polícia prendeu na sexta-feira, 14, em Santa Catarina, um advogado acusado de tentar extorquir R$ 7 milhões do empresário Altamir José da Igreja, um dos ganhadores do concurso 898 da Mega Sena, que pagou R$ 27 milhões. Segundo a Agência Estadual de Notícias do Paraná, o delegado adjunto da cidade paranaense de Toledo, Pedro Fontoura Ribeiro, gravou uma conversa com o advogado e procurou a delegacia nesta semana para denunciar o caso.

“O advogado dizia que tinha influência com autoridades e que poderia conseguir a liberação da conta”, contou Ribeiro à agência. O advogado deve ser transferido para Toledo ainda neste fim de semana. Um dia antes da prisão, a 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça liberou parte do prêmio, R$ 4 milhões, para Igreja. O resto do montante continua bloqueado desde setembro deste ano por conta da alegação do marceneiro Flávio Biassi, que defende ser o verdadeiro dono do bilhete premiado.

“Liberou parte do prêmio, R$ 4 milhões, para Igreja”? Se alguém olhar apressadamente, poderá achar que foi a Igreja Católica que ganhou o prêmio. E isso geraria uma contradição daquelas na cabeça do apressado, afinal, jogo de azar é algo que não coaduna com o que está escrito na Bíblia. Não seria mais fácil ter falado “Altamir”? Ou será que o orgulho de querer impor algo alienígena a nosso país falou mais alto?

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