É o que desejo a todos os parcos leitores deste blog. Que neste ano, meus colegas jornalistas combatam o preconceito interior de achar que o leitor é um cretino. Que os leitores da imprensa em geral também se façam ser mais ouvidos exigindo que não sejam tratados como incapazes. Que os títulos não sejam óbvios. Que os textos não sejam arrastados pela pretensão idiota de querer achar que conseguirão superar a obtusidade de alguns leitores. Que esses leitores obtusos façam coisas mais úteis do que enviar cartas e e-mails de monte para as redações. Que os meios que tratam o leitor como ser racional ganhem espaço.

No ambiente jornalístico em geral, desejo que as redações sejam mais agradáveis para trabalhar. Que aquelas que são infernos na terra deixem de existir ou se repaginem. Que o jornalista se recuse a trabalhar nelas. Que a competência profissional seja o critério para contratação, e não a panelinha ou outras coisas mais escusas ainda. Que a mídia partidarizada se assuma como tal, em vez de ficar posando de imparcial. Que jornalistas não sejam perseguidos por suas opiniões. Que jornalistas não sejam perseguidos por seus colegas de profissão por causa de suas opiniões. Que os salários sejam mais dignos. Que o jornalista pare de se achar algo assemelhado a escritor, filósofo ou poeta e passe a se reconhecer como um profissional de ofício regulamentado, enterrando de vez seus devaneios auto-alienantes.

Aos leitores, muita paz. Que consigam realizar seus sonhos. Que as mulheres mostrem para as publicações que lêem que não são fúteis ninfomaníacas como querem supor. Que os leitores de meios especializados mostrem que, sim, se importam com o detalhamento da informação e que só estão consumindo coisa ruim porque é a que insistem em lhes oferecer. Enfim, são meus desejos.

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