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– Cronista esportivo dizendo que não torce para um time

– Imparcialidade, até porque o simples fato de escrever sobre um acontecimento já é um ponto de vista

– Gente querendo justificar uma merda qualquer, seja dele ou alheia, dizendo que é o exercício da liberdade de expressão

– Gente querendo evocar essa liberdade de expressão para supostamente justificar coisas feitas na má-fé

– O incrível unanimismo dos cronistas futebolísticos sobre os pontos corridos

– Outros estranhos unanimismos da imprensa em geral

– A Sociedade Interamericana de Imprensa dizer que representa os jornalistas, quando na realidade é entidade de donos de meios de comunicação em massa

– Os grandes meios falarem que defendem a pluralidade de opiniões

– Os grandes meios dizerem que seu compromisso é com o leitor

– Na incrível quantidade de fontes do sexo feminino com alguma fama e cujas profissões aparecem como “modelo”, sendo que não as vimos em passarelas ou ensaios fotográficos publicitários…

– Nas picuinhas textuais e informativas com as quais certos jornalistas encasquetam e que de maneira alguma irão alterar a qualidade informativa de um texto

– Na pele sempre reluzente da mocinha que aparece sensual na capa da revista masculina ou com cara de mulher de atitude nas femininas…

– Nas pálpebras inferiores dos fotografados, sempre sem linhas ou olheiras…

– Nas laterais dos olhos dos fotografados, que ficam sempre estranhamente gordas…

– Nos dentes invariavelmente brancos dos fotografados…

– Naquele capítulo dos manuais de redação que fala ser o compromisso do meio com a qualidade da informação

– Na real efetividade do manual de redação quando comparamos àquilo que realmente ocorre na redação. Talvez só mesmo na parte escrita…

Aos 35 anos, Fulana de Tal está preocupada com sua vida. Cansou de não ser reconhecida nos lugares onde trabalha. “Eu sou uma p… duma esforçada e nada de me dizerem ao menos um obrigado, reclama.
Seu filho, Beltrano, de 6 anos, não conhece o pai. “Ele tem fome de conhecer aquele traste“, conta a mãe, que reclama da situação.

Ela não tem uma casa exatamente em dia com a manutenção, mas moradia digna em seu geral. Mora em uma rua perto dos baixos de um viaduto. Tábuas do chão estão empenadas. Os lustres estão para cair sobre a cabeça. “E eu não tenho dinheiro para fazer essas reforminhas“, reclama a esforçada trabalhadora que fez o curso de economia da PUC na turma da noite.

 Representação ligeiramente (e só ligeiramente mesmo) do que se entrega para certos editores e do que sai publicado.